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God



A cultura egípcia nos tempos antigos - Deus Thot

Os egípcios diziam que um de seus deuses, Thoth, inventou a música e que Osíris fez uso dela como parte de seus esforços para civilizar o mundo. Em um antigo material tem evidência de representação musical dos instrumentos utilizados pela música egípcia do período Pré-Dinástico, mas é fato seguro e evidente que eles utilizavam harpas, flautas e duplos clarinetes no período do Império Antigo. Instrumentos de percussão, harpas e alaúdes foram adicionados às orquestras a partir do Império Médio. Pratos frequentemente acompanhavam música e dança, e continuam o fazendo no Egito atualmente. As músicas populares do Egito, incluindo o tradicional ritual Sufi dhikr, são o mais próximo que o gênero contemporâneo pode estar da antiga música, tendo preservado muito das características, ritmos e instrumentos.Enfim eles misturam essas tradições antigas com elementos turcos, arábicos e ocidentais.


Abaixo: Deus Thot
Clarinete de Madeira

Marcus Garvey- Movimento Rastafari


Marcus Mosiah Garvey

Marcus Mosiah Garvey nasceu em 17 de agosto de 1887 na Baía de Santa Ana,Jamaica. Aos 14 anos de idade, largou a escola e foi trabalhar com seu padrinho que complementou sua educação e lhe deu emprego como aprendiz da gráfica. Garvey tinha paixão por livros, gosto que herdou do pai, um culto maçom e seu padrinho, dono de uma biblioteca particular da qual Garvey fez muito uso durante sua educação. Participou das primeiras organizações nacionalistas da Jamaica, e, em 1908, fez parte de uma greve promovida pelo sindicato tipográfico, seu primeiro movimento sindical. Como resultado da greve, perdeu seu emprego e foi colocado em uma lista negra dos empregadores privados da Jamaica. Contudo, conseguiu emprego na imprensa do governo.Na Jamaica, decidiu viajar pela América Central e do Sul onde tomou contato com a situação deplorável e calamitosa dos negros nessas localidades. Viajou em 1910 para a Costa Rica, tendo trabalhado como fiscal em uma plantação de bananas onde, dentre outras coisas, pôde observar de perto a situação dos negros nesse país. Decidiu que iria mudar a condição de vida dessas pessoas. Continuou suas viagens trabalhando e observando a situação do negro por regiões como o Canal do Panamá e em países como Equador, Honduras, Nicarágua, Guatemala, Colômbia, Chile e Peru. Em todos esses países, viu os negros sofrendo com o desemprego e passando fome e miséria, além, é claro, de sofrerem sobremaneira com o preconceito racial. Após suas viagens, voltou à Jamaica e apelou ao governo colonial jamaicano que fizesse algo pela situação dos trabalhadores nesses países, mas nada conseguiu do seu governo.


O MOVIMENTO RASTAFARI
A filosofia Rastafari se expandiu muito na década de 30 sob forte influência dos discursos inflamados de Marcus Garvey. As idéias de Garvey encontraram eco entre os líderes religiosos da Jamaica e ele ganhou fama de profeta. Sua pregação combinou-se a uma interpretação livre da Bíblia, especialmente do Velho Testamento. Garvey e seus seguidores identificavam-se com a história das tribos perdidas de Israel, vendidas aos senhores de escravos da Babilônia. Essa metáfora inicial gerou uma série de imagens simbólicas que se tornaram constantes na tradição oral dos rastas: “Babilônia”, “Zion”, .Das profecias atribuídas a Marcus Garvey, previa-se que um Rei Negro seria coroado na África e que esse rei seria o líder que conduziria os negros do mundo inteiro `a redenção. Quando, em 1930, Ras Tafari Tafari Makonnen foi proclamado rei da Etiópia, adotando o pomposo título de “Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, Sua Majestade Imperial, Leão Conquistador da Tribo de Judá, Eleito de Deus”, os líderes religiosos e seguidores de Garvey na Jamaica reconheceram nele o Rei Negro de que o profeta havia falado. Ras Tafari, que adotou o nome de Haile Selassie I, proclamava-se legítimo herdeiro da antiga linhagem do Rei Salomão (que teve um filho com a rainha do reino etíope de Sabá) e seria o messias que libertaria os negros do mundo inteiro e os levaria de volta à terra de seus pais. Mais do que isso, ele passou a ser considerado por esses pregadores a própria encarnação de Deus, que, segundo sua interpretação da Bíblia, haveria de ser negro. Um trecho do Apocalipse de São João foi invocado como confirmação do destino do novo Rei da Etiópia: “Não chores! Eis aqui o Leão da Tribo de Judá, a raiz de David, que pela sua vitória alcançou o poder de abrir o livro e desatar os seus sete selos” (5:5).
Quando se fala de Jamaica e de Rastafari, impossível não mencionar Bob Marley e sua música,  que foi completamente influenciada completamente pelo movimento Rastafari e, consequentemente, por Marcus Garvey. Abaixo disponibilizamos uma apresentação de Bob Marley de sua canção AFRICA UNITE (com legendas traduzidas), onde podemos perceber claramente ambas influências: o conteúdo pan-africanista (Garvey) e da filosofia Rastafari.

O rastafarianismo, também conhecido como movimento rastafári ou Rastafar-I (rastafarai) é um movimento religioso que proclama Hailê Selassiê I (1), imperador da Etiópia, como a representação terrena de Jah (Deus). Este termo advém de uma forma contraída de Jeová encontrada no salmo 68:4 na versão da Bíblia do Rei James, e faz parte da trindade sagrada o "Messias" prometido. O termo rastafári tem sua origem em Ras ("príncipe" ou "cabeça") Tafari ("da paz") Makonnen, o nome de Hailê Selassiê antes de sua coroação


Vossa Santidade o Papa Bento XVI lança livro falando sobre Música




“Elogiar a Deus com a arte” no qual o Santo Padre “derrama sua paixão pela música e reflete sobre arte, liturgia e teologia”, além de dar uma aproximação crítica a obras de grandes compositores como Schubert, Beethoven e Mozart. 

Conforme informa o jornal La Razón da Espanha, o livro – cuja edição em português ainda não tem data – contém uma introdução de Riccardo Muti, atual diretor do Teatro da Ópera de Roma. No texto o Santo Padre “fala de teologia, do Concílio Vaticano II, de arte e de liturgia” e considera que “a beleza das criações artísticas é uma estupenda maneira de chegar a Deus”. No livro o Papa Bento XVI “agradece aos músicos que tocam para ele nas audiências e atos oficiais” e expressa sua paixão por seu compositor favorito, Mozart, assinalando que “deixa-me acima de tudo uma sensação de gratidão por haver-nos dado tudo isso e pelo fato de que tudo isso tenha sido dado a ele”. 

O Santo Padre faz uma crítica da perspectiva teológica e cristã sobre grandes compositores musicais como Beethoven e o autor austríaco Schubert, dizendo sobre este último que quando inserida um texto poético em sua música produz uma “trama melódica que penetra a alma com doçura, levando a quem o escuta a sentir a mesma chamada à verdade do coração que vai mais adiante do raciocínio sentido pelo músico”. 

Em novembro do ano passado se lançou o disco “Alma Mater”, no qual o Papa Bento XVI fala e canta em cinco idiomas cantos gregorianos e marianos conhecidos. Nesse mesmo mês, sustentou um encontro com 260 artistas na Capela Sixtina no qual recordou a seus compositores a “responsabilidade de comunicar a beleza à sociedade” e sua missão de ser “anunciadores de esperança para a humanidade” através da música.

Foto: Caminho Neocatecumenal 2007

Falando nisso! Dom...


A música é Don de Deus ao homem e é o mais importantes elementos num programa espiritual. Um meio de comunicação com Deus e constitui "um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais" .
Cantando - "podemos mudar  pensamentos e despertar simpatia, promover a harmonia mandar embora a tristeza e os maus pressentimentos. A finalidade da música é servir "a um santo propósito: erguer os pensamentos!
 “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom…” Lá estava o Éden, jardim de Deus...havia no Éden um lugar, mais precisamente um monte santo, onde um querubim especial tinha a responsabilidade do serviço musical. Para isso ele dispunha de alguns instrumentos, entre eles: pífaros e tambores, com os quais cumpria o propósito divino.

Deus adorado através da Música


Segundo a Lei de Moisés, a música que agradava a Deus no Antigo Testamento envolvia o uso de vários instrumentos. Após a travessia do mar Vermelho, Miriã e as mulheres de Israel adoraram a Deus com cânticos, danças e tamborins Os profetas dos tempos de Samuel usavam saltérios, tambores, flautas e harpas.No período de Davi, Deus era adorado com cânticos acompanhados "com instru-mentos músicos" . 1 Crônicas 16 menciona o uso de alaúdes, harpas, címbalos, trombetas e instrumentos de música.Davi deu instruções específicas para o uso desses instrumentos em que a adoração é descrita detalhadamente. A adoração nos dias de Salomão era semelhante: "e quando todos os levitas que eram cantores, isto é, Asafe, Hemã, Jedutum e os filhos e irmãos deles, vestidos de linho fino, estavam de pé, para o oriente do altar, com címbalos, alaúdes e harpas, e com eles até cento e vinte sacerdotes, que tocavam as trombetas.


"Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa. Louvai-o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas. Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos retumbantes. Todo ser que respira louve ao Senhor. Aleluia!" (Salmos 150:3-6).